[Escola Dominical - Subsídio para Lição 03 – Data:
17/01/2016]
Por Joseone
Bezerra da Silva*
INTRODUÇÃO
Esperar que Jesus voltará a qualquer momento
influencia o nosso estilo de vida. A grande crise de mornidão espiritual em que
vivemos tem a ver com as prioridades de vida de alguns crentes. Quem espera
Jesus voltar estabelece prioridades na vida que leve à espera desse encontro;
mas quem não espera estabelece outras.
ATITUDES CORRETAS ANTE A VOLTA DO SENHOR
A primeira fase da volta de Jesus para buscar a sua
Igreja, integrada pelos crentes fiéis e santos, será tão repentina que não
haverá tempo para ninguém preparar-se de última hora. Os meios de comunicação
antigos e os mais modernos não terão oportunidade para anunciar a iminência da
volta de Cristo. Essa premência e surpresa do arrebatamento dos salvos já foi
anunciada há muitos séculos, e estão bem claras nas Escrituras. Diante dessa
realidade profética e real, o cristão verdadeiro, que tem consciência do que é
ser salvo para ir para o céu, onde Cristo está (Jo 14.3), deve viver num estilo
de vida e conduta de quem está esperando seu Senhor a qualquer momento.
COM FÉ E VIGILÂNCIA
A
raça humana se divide, basicamente, em dois grupos - aqueles que vigiam,
esperando a vinda de Cristo, e aqueles que não vigiam. O princípio da separação
está graficamente exemplificado aqui. Estando dois no campo, será
levado um e deixado o outro (40). A mesma coisa acontecerá com as duas mulheres
moendo
no moinho (41) - um pequeno moinho manual operado por duas mulheres, como ainda se
pode ver na Palestina. Então Jesus faz a seguinte alusão: Vigiai,
pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor (42).
Este é o ponto principal do Sermão do Monte (cf. 25.13). Vigiai
significa,
literalmente: “Estejam completamente alertas!” Pois ninguém sabe quando Cristo
virá.
O
versículo 43 contém uma breve parábola. Se o pai de família (oikodespotes,
veja 20:1,11) soubesse quando o ladrão viria, vigiaria e estaria à sua espera.
Como não sabemos quando Jesus poderá vir, devemos estar sempre preparados (44).
Estar preparado a qualquer momento para a volta de Cristo é a primeira
responsabilidade de cada cristão.
O Servo Fiel e o Servo Infiel (24.45-51).
A advertência final deste capítulo é feita sob a forma de uma breve parábola
sobre um servo fiel e prudente (45;
um escravo), e um mau servo (48). 0 primeiro se mantém ocupado, cumprindo fielmente
as suas tarefas. Assim, ele está preparado para quando o seu Senhor chegar.
Mas se o escravo pensar que o seu senhor se
atrasará, e começar a se divertir e a maltratar os seus companheiros, o seu
mestre chegará em uma hora em que ele não sabe. O resultado será uma severa
punição - ele separa-lo-á (51; literalmente, “dividido em duas partes”) e
colocará junto com os hipócritas, onde haverá pranto e ranger de dentes (cf.
8.12; 13.42,50; 22.13; 25.30; Lc 13.28). O castigo eterno é o destino dos infiéis.
Maclaren intitula esta seção (42-51) como:
“Vigiando à espera do Rei”. Ele observa: 1) A ordem de vigiar, reforçada pela
nossa ignorância da ocasião da Sua vinda, 42-44; 2) A imagem e a recompensa de
vigiar, 45-47; 3) A imagem e a condenação do servo que não vigiou, 48-51.
CHEIO DO ESPÍRITO SANTO
Na Parábola das dez virgens, ter azeite na lâmpada
significa ser cheio do Espírito Santo. O Azeite é um dos Símbolos do Espírito
Santo. No Tabernáculo e no Templo as sete lâmpadas do candelabro tinham que
permanecer acesas, continuamente, e, para isto, não podia faltar o azeite. Este
tinha que ser renovado duas vezes ao dia, de manhã e à tarde (Êx 27:20,21). Sem
o azeite as sete lâmpadas do candeeiro, ou candelabro, se apagariam. Daí a
necessidade de renovação do azeite, diariamente.
Observação:
As “virgens loucas” não representam os crentes que
não são batizados com o Espírito Santo. Há uma corrente de comentaristas que
afirma que as “virgens loucas” representam os crentes que não são batizadas com
o Espírito Santo. Biblicamente nós afirmamos que esta interpretação não tem
fundamento. Há crentes que não são batizados com o Espírito Santo, mas que são
cheios do Espírito Santo. A salvação não é um privilégio apenas das
denominações pentecostais, não. Entre as “virgens prudentes” estão muitos que
não são batizados com o Espírito Santo, mas que são salvos. O batismo com o
Espírito Santo não é garantia de salvação. O que a Bíblia recomenda a todos os
crentes (ela não diz os crentes batizados com o Espírito Santo), é “segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor”(Hb 12:14).
Assim, entre as “virgens prudentes” estão crentes
que são e que não são batizados com o Espírito. Entre as “virgens loucas” estão
crentes que são e que não são batizados com o Espírito Santo.
Não se pode negar que os Apóstolos já tinham o
Espírito Santo, habitando com eles. É o que podemos entender do disposto em
João 20:22 – “E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o
Espírito Santo”. Isto aconteceu no dia em que Jesus ressuscitou.
Eles só foram batizados com o Espírito Santo cinquenta dias depois. Nesse
período acreditamos não ser correto afirmar que eles eram “virgens loucas”.
EM SANTIDADE E EM AMOR
Conforme Jesus Cristo ensinou, devemos amar uns aos
outros assim como Ele nos amou (João 15:12). Este é o mandamento de Cristo e
devemos pô-lo em prática. Sem o amor de uns para com os outros, a Igreja não
tem condições de subsistir. Se não amamos os nossos irmãos, não temos como
testificar que somos crentes (1João 2:9-11).
O amor é o cartão de
identidade do salvo – “Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele
não há escândalo” (1João 2:10). Foi o Senhor Jesus quem estabeleceu
uma maneira de identificar os seus discípulos. Conforme disse Jesus, o salvo é
identificado pelo seu viver em amor – “nisto conhecerão que sois meus
discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35).
Em santidade. Se
o amor é a marca registrada do cristão, a santidade é o meio pelo qual ele
poderá chegar a Deus (Hb 12:14) – “O que anda num caminho reto,
esse me servirá” (Sl 101:6). Portanto, viver em santidade deve ser
uma das características dos crentes salvos que estão esperando desejosos a
volta do Senhor Jesus, porquanto esta é uma das exigências de Deus. “Como filhos obedientes, não vos conformando com as
concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele
que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de
viver, porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo”(1Pd 1:14-16).
Portanto, para viver como salvo esperando o retorno
de Jesus é necessário o viver em santidade, principalmente o obreiro que
precisa ser exemplo dos infiéis (1Tm 4:12). Muitos líderes preocupam-se, hoje
em dia, com a santificação do povo de Deus sob sua responsabilidade, mas, a
cada dia, estão a diminuir o espaço da Palavra de Deus nas reuniões. Cânticos e
mais cânticos, apresentações de toda sorte, ensaios e mais ensaios tomam todo o
tempo das atividades eclesiásticas. Desta maneira, não haverá mesmo como
contribuir para que a igreja local promova a santificação dos crentes.
Santificação vem com Palavra, Palavra, Palavra e, para finalizar, Palavra.
II. ATITUDES ERRÔNEAS DIANTE DA VINDA
DE JESUS
IGNORAR A VINDA DE JESUS.
Certa feita, ao ensinar a respeito do seu retorno,
Jesus contou uma parábola sobre um
servo fiel e prudente e um mau servo (Mt 24:45-51). Essa parábola se refere à
volta visível de Cristo para a Terra como Messias-Rei. Mas o princípio
aplica-se de igual modo ao Arrebatamento. Jesus mostra que um servo manifesta
seu verdadeiro caráter pelo seu comportamento enquanto espera a volta do
Senhor.
O que caracteriza o mau servo é a certeza de que “o
senhor tarde viria” e, por causa disto, passa a espancar os conservos, a comer
e a beber com os temulentos, isto é, com pessoas que se embriagam, que não têm
uma conduta aprovada diante de Deus, ou seja, que se mistura com os pecadores,
com os desregrados e os dominados com os vícios. O pecado é o fator que nos
distancia de Deus (Is.59:2), é o elemento que impedirá que muitos crentes sejam
arrebatados naquele dia (Mt 24:12). Como diz o início da terceira estrofe do
hino 125 da Harpa Cristã: “Em santidade [Jesus] nos deve achar”.
ESCARNECER DAS PROFECIAS
“Sabendo
primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as
suas próprias concupiscências e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda?
Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o
princípio da criação”(2Pd 3:3-4). Um dos sinais da Vinda de Jesus é,
exatamente, a incredulidade, ou a falta de esperança quanto a sua vinda. Os
“escarnecedores” mencionados pelo apóstolo Pedro, não estão, por certo, entre
os não evangélicos – estes nada sabem sobre a volta de Jesus -, eles estão
entre aqueles que deveriam estar vigiando e esperando seu retorno. Esta
incredulidade pode ser contagiante. Faz-se necessário vigiar, e crer que o
Senhor Jesus, realmente, virá. Assim, se algum “escarnecedor” levantar dúvidas
e perguntar: “onde está a promessa da sua vinda?”, possamos estar atentos para
responder, com convicção, que a “promessa da sua vinda” está confirmada pelas
próprias palavras ditas por Jesus, enquanto homem, aqui na Terra, quando
afirmou: “ E, se eu for e vos preparar lugar,
virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver,
estejais vós também”(Jo 14:3).
III. ATITUDES DO SERVO FIEL ANTE A VOLTA DO
SENHOR.
NÃO DAR LUGAR A CARNE.
O mundo vive habitualmente
segundo a carne, pois o espírito que conduz é determinado pela “ Operação do
erro ( 2 Ts 2.11). ( 1 Ts 5.23 ). Os termos espírito, alma e corpo
referem-se mais ao ser de uma pessoa, como um todo, do que as suas partes
distintas.
Esta expressão e o modo de Paulo
dizer que Deus deve estar envolvido em cada aspecto da nossa vida. É errado
pensar que podemos separar a nossa vida espiritual do restante da nossa vida.
obedecendo a Deus apenas sob certo sentido ou vivendo para Ele somente um dia
por semana. Cristo deve controlar todo o nosso ser, não apenas nossa parte
"religiosa '.
DAR FRUTO.
O Espírito de Deus nos é dado
para que possamos andar de uma maneira diferente, mas não significa andar sob
sua direção. Quem tiver o Espírito pode andar de modo para produzir frutos. Em
contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia
chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida
que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que
ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e
ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef
4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:
(1) “Caridade” (gr. agape), i.e., o
interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm
5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de
alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de
Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co
6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14 nota).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de
coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu
Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e.,
perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2;
2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e.,
não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo
pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de
bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade
constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa,
compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2;
4.7;Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e.,
moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com
eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso
(2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a
de Paulo, cf.2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx
32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o
controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a
fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5). O
ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição
quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve —
praticar essas virtudes continuamente.
Nunca haverá uma lei que lhes
impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.
CONCLUSÃO
Em breve
Jesus virá. Você está preparado para a sua vinda? As consequências de nossas escolhas serão
eternas. A salvação é individual. Que o Senhor nos ajude a ter consciência e
vivência, dentro do padrão divino para esperarmos a volta de Jesus, conforme os
ditames de sua santa Palavra, amando a sua vinda.
Sobre o autor:
*Joseone Bezerra da Silva. É casado com Maria de
Fatima Saraiva. Natural de Mossoró do Rio Grande do Norte-RN, onde congrega na
Assembleia de Deus desde 2002 com o cargo de líder de setor de Discipulado.
Formado em Bacharel em Teologia e pós graduado em ciências da Religião pela LOGOS (Centro de Educacional Logos e Instituto de
Teologia Reviver para Cristo), mestrado em Teologia (Universidade da Bíblia),
Pós-graduado em Psicopedagogia (Apoena), exerce seu ministério com ênfase em
Apologética, pregação, interpretação dos textos e aconselhamento bíblico.
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